quarta-feira, 2 de setembro de 2009

De volta estamos!

Depois de tirarmos uma semanita de férias nesta nossa aventura lá retornamos contrariados a este bela localidade, Vilnius. Claro que estas curtas férias não foram senão um pretexto para explorar as redondezas e, embora planeadas muito em cima da hora até correram bem.
De forma resumida, demos um saltinho até à capital da Letónia, Riga, depois voltamos para a Lituânia mas para o Oeste. Estivemos em Klaipéda, uma zona junto ao mar, e de lá aproveitamos para conhecer a costa, tanto em Palanga como em Nida. Nida é um pequeno paraíso situado numa ilhota do báltico, uma das 4 aldeias piscatórias da ilha, rodeada de muitas dunas, árvores e claro está, praias. Inicialmente tínhamos planeado ir até Tallin mas a viagem de retorno Tallin – Klaipéda de 8h e troca o passo acabou por nos fazer mudar de ideias.

Riga

Bela cidade, logo no primeiro dia, onde tivemos oportunidade de conhecer metade da cidade a caminho do Hostel por um erro técnico mais engraçado agora do que na altura (percorremos uma das maiores ruas da cidade de uma ponta à outra quando a estação onde saímos ficava a uns 20min) conseguiu por Vilnius com estatuto de aldeia.

Maior, mais bonita, com muito mais movimento e com muita coisa para ver Riga revelou-se uma cidade que merece ser visitada. Acabamos por ficar 4 noites, uma a mais do que seria necessário mas não uma completa perda de tempo. Nas rotas turísticas sugeridas incluíam pontos de interesse tão fantásticos como pedras, troncos e estátuas mas também tivemos oportunidade de observar uma panóplia de edifícios e monumentos dignos de serem chamados como tal. O custo de vida adequa-se ao nível da cidade, com cada Lata (acho eu que lhe chamam isso) a valer perto de 1,44€ e os números nos preços a serem semelhantes aos portugueses conseguem imaginar o estouro. Consegui estourar em 4 dias perto do que gastaria num mês em Vilnius, uma média de 7 almoços lituanos para cada refeição em Riga.

Apanhamos para lá umas festividades que inicialmente não fazíamos a mínima do que se tratava, teve de ser um casal australiano (muito porreiros já agora!) que partilhou o quarto connosco a fornecer-nos uns flyers que falava dos eventos da cidade. Algures para o fim dizia que a festarola toda era a celebração do 20º Baltic Way. Baltic Way, tínhamos nós aprendido no dia anterior ao visitar o museu da ocupação da Letónia, foi um evento que ocorreu em 89 onde foi formado um cordão humano desde Tallinn até Vilnius como protesto à ocupação soviética. Isto meus caros, é obra. Qualquer coisa como 650km de gente a dar a mão por uma causa. A mim deu-me que pensar. Em relação ao museu em si fiquei muito surpreendido. É disponibilizado ao público (custa nix) uma obra de pesquisa de anos e anos sobre a ocupação soviética, com muito detalhe e suporte fotográfico, objectos e até uma reconstrução do que foram as casas de muitas famílias do báltico enviadas para as Gulags. A possibilidade de ler acordos assinados pelos Governos Alemães e Russos onde dividiam os bálticos entre si e outros documentos não menos pretensiosos é daqueles momentos que se entalam bem fundo na nossa cabecinha.

1 comentário:

  1. Isto é cultura !!!
    Além da diversão...o que fica é o que se aprende "in loco"...ficará para sempre gravado na vossa memória...e ao partilharem connosco estas vivencias...ficarão registadas com mais intensidade.
    Gostei do que li, aprendi também !!!
    Obrigada aos três mosqueteiros...e agora, de volta ao trabalhito !!!

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